Fevereiro 23rd, 2007 by grandtom
gostaria que minha vida fosse menos dificil, porém a realidade é outra, tem horas que sinto-me como se as idéias não fluissem mais, meus olhos não derramam lágimas, as fontes secaram, o mercado está vazio, e como se não bastasse, em meu lar não tenho mais guarida, ando pelas ruas hoje sem direção, entregue á própria sorte, tem horas que sinto-me que meus conhecimentos não fossem me fazer um diferencial, escuto uma canção que aos meus ouvidos não me transmitem uma melodia, só palavras vazias, sem cor, sem amor, sem felicidade. Agora me encontro em meio a uma estrada que não parece ter fim, e nesta noite que a solidão e o frio são os únicos companheiros, meus sonhos não existem mais, a quem recorrer? As vezes nossos problemas estam em nós mesmos, eu estou em conflito consigo mesmo, é , minhas vestes me fazem vítima porém me torno vilão pelas vicissitudes do destino, este meu semblante não me é vernis de vaidade e sim minha persona dramática que se faz visível pra quem pode ver…
As palavras não dizem tudo, agora eu vou deitar minha cabeça sobre a pedra e imaginar o que de pior poderia me acontecer…
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Fevereiro 18th, 2007 by grandtom
Noite de domingo, um dia frio, um vento arrogante me chateia com seu ruído, quando atravessa as frestas da janela; a chuva cai e sinto-me como se o céu no dia do fim estivesse desabando sob minha cabeça; pego meu sobretudo surrado, a única coisa que tenho para me proteger da chuva; proteção é uma efemeridade nesse caso o certo seria uma tentativa de proteção. Saio para trabalhar, um turno numa noite como essa me faz pensar quanto tempo ficarei neste cargo de policial. Pego meu cigarro da marca “Angel of the luck” e acendo o mesmo, uma sensação de que a paz é uma efemeridade; sempre faço isso quando estou estressado. Chego à delegacia e um colega de trabalho põe em minha mesa o caso do dia, na realidade ele não vai com minha cara desde o dia em que pus meus pés aqui, seu nome era Otávio; seu jeito arrogante me faria sentir o mesmo por ele; reciprocidade. O caso do dia me chamou muita atenção, era o de um homem acusado de molestar sexualmente uma jovem com seus dezoito anos de idade, o meliante não era comum, era o prefeito da cidade; aquela mesma história, ele era indiciado, mas seu título de prefeito era mais relevante e seria solto, porém a pobre garota que tivera sofrido a moléstia teria sua vida marcada pela crueldade; a verdadeira face da justiça? Tinha certeza de que o prefeito era o criminoso, meu sangue ferveu mais que a lava do “Etna”, quando vi a impunidade ser tão real quanto o sofrimento daquela garota; decidi fazer justiça com as próprias mãos. Passados alguns dias pensando sobre o caso, tomei uma atitude que mudaria minha vida para sempre; fui á prefeitura. Era noite e o prefeito não deixara a prefeitura por causa da intensa chuva; entrei. Com meu sobretudo molhado respingando gotas d’água sobre aquele chão que mais parecia um espelho, minha alma estava como se não estivesse em meu corpo, o clima gélido que perdurava favorecia á que meu coração fosse mais gelado que a qualquer outro equivalente, entrei na sala do prefeito com violência, ele logo exclamou, mas quando viu minhas feições nada amistosas se conteve a um determinado tempo, mostrei para ele a foto da garota que havia molestado, ele sorriu ironicamente e me disse que nada do eu fizesse iria desfazer o mal feito, dei um soco no miserável, ele exclamou que iria me prender por isso, eu disse que nada iria me acontecer depois do mal feito tão perfeito, o amarrei numa cadeira depois de have-lo espancado no topo da hierarquia citadina; a prefeitura. Acendi meu “Angel of the luck”, o miserável me fez seu ultimo pedido; um último trago. Eu não pude negar esse favor, peguei o cigarro, dei um trago, apaguei meu cigarro, aspirei a fumaça, peguei minha arma e a engatilhei, ”clic”, um estampido ao longe anunciava a morte de um indigente, fugi do local como um louco desesperado; porém aliviado. A policia chega ao lugar pela manhã, depois de ser chamada por um funcionário da limpeza. Viaturas e mais viaturas, policiais armados até os dentes, como se fossem enfrentar um exército, uma ação inútil, pois o que aconteceu foram horas atrás. O corpo do prefeito foi encontrado assentado numa cadeira no terraço do prédio, em suas mãos havia a foto da garota estuprada por ele, no verso da fotografia estava escrito: “A justiça não é uma efêmeridade”. (…)

To be continued
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Fevereiro 18th, 2007 by grandtom
Era um domingo daqueles, minha dor de cabeça pela noite passada me deixou entediado, sai de casa e entrei num beco rumo ao velho bar, no meio do caminho vejo prostitutas de noites mal dormidas, mendigos, velhos caindo pelo chão de tanto beberem e penso se eu não me controlar serei um deles, triste destino. Entro no bar e logo sou cumprimentado por um amigo de longas datas, chamava-se Augusto, recordo-me dos velhos tempos de escola no qual aprontávamos os sete nos corredores, dois garotos dois malandros. Augusto sempre me falou sobre um tal de Costa, não sabia quem era, mas o cara estava numa jogada pra dinheiro grande e fácil, fiquei com o pé na frente e o outro atrás, porém a vida estava meio difícil, salário mínimo no final do mês não me favorecia nem ao menos quinze por cento, fui. O golpe numa casa noturna aparentemente seria simples de se fazer, só que para tudo existe um preço e este era o de matar um cara que devia ao Costa, Augusto não me explicou direito o combinado e quando me dei conta já estava envolvido até o ultimo fio de cabelo, o tempo só comprou a passagem de ida. O sujeito que devia praticamente sua casa noturna que não era pequena ao Costa chamava-se popularmente de “Mouse”, aquele rato de esgoto era um do tipo “me olhe se for capaz de me matar”, nem sabia ele seu destino. É chegada à hora de enviar a encomenda para o inferno, Augusto usava um “38” e eu uma pistola, entramos como clientes da casa noturna denominada “Chegada a hora” o nome fazia parte do espetáculo que estava porvir, a musica ensurdecedora me deixava tonto, ao longe Augusto me deu um sinal de que “Mouse” estava na parte superior do estabelecimento, subimos. Augusto pegou seu “38” e perguntou a “Mouse” se ele o conhecia, pois seria o ultimo dia que ele o veria, a pistola era um protuberância nas minha mãos que perfurava meu coração como um tiro a queima roupa, principiante. O primeiro disparo sôo e automaticamente meu dedo tocou novamente no gatilho mesmo que sem querer, levei minhas mãos a cabeça, como pude fazer isto? Perguntas desse tipo afogaram minha mente e a resumiram a de um esquizofrênico, culpa. Augusto pegou todo o dinheiro do cofre, ele saiu como se nada tivesse acontecido, fui correndo logo atrás, e chegamos ao nosso destino que era o comitê do Costa, entrei. Chegando lá Augusto recebeu sua parte e na minha hora olhei para aquele dinheiro e recusei, Costa me olhou com um olhar frio e sarcástico, e riu, me disse que era assim no inicio e depois me acostumaria, peguei o dinheiro. Cheguei em casa e minha vida não era mais a mesma tudo mudou radicalmente, me senti minúsculo, envergonhei-me quando vi as fotografias dos meus pais, meu pai sempre dizia que era pra eu ser um homem honesto, ganhar dinheiro de forma limpa e honrada. As lágrimas vieram. Arrependi-me. Não tinha esse direito de matar, não conseguia dormir depois daquele dia, peguei a pistola, pensei, clic! Suicídio.

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Fevereiro 18th, 2007 by grandtom
As lagrimas molhavam meu rosto
A dor dilacerava meu coração
Só havia desgosto
Só havia desilusão
Porque amei
Porque não controlei
Porque não sei
Meu sorriso desaparecera
Minha vida não tinha razão
Pela esperança que se perdera
Sem motivo nem explicação
Porque amei
Porque não controlei
Porque não sei


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Fevereiro 18th, 2007 by grandtom

de tantas coisas que vivi
de tantas lágrimas que derramei
depois te tanto que passei
só sei que sobrevivi
de tanta fome que senti
da sede que não saciei
até o prazer que não realizei
só sei que sobrevivi
de tantos erros que cometi
e o fardo que carreguei
e a dor que não curei
só sei que sobrevivi
de tantas canções que escrevi
minhas mãos calejei
mudar não consegui, tentei
só sei que sobrevivi
do meu passado não me esqueci
horas felizes fotografei
momentos ruins deletei
só sei que sobrevivi
mesmo depois de tudo que vivi
só sei que sobrevivi
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Fevereiro 18th, 2007 by grandtom
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